Colagem do Folclore Brasileiro com preço de Black Friday
Atividades de colagem para conhecer a nossa cultura popular.
Sumiu o dedal da costura, o leite talhou sem motivo, e alguém jurou ter ouvido um assobio agudo vindo do quintal. No folclore brasileiro, tem um único suspeito pra esse tipo de bagunça: o Saci-Pererê.
O Saci-Pererê, um dos personagens mais queridos do folclore brasileiro
Conta a lenda que o Saci é um menino de uma perna só, que usa um gorro vermelho e fuma cachimbo. Ele vive aparecendo e desaparecendo de repente — geralmente dentro de um redemoinho de vento, seu jeito preferido de se locomover e sumir quando quer.
Apesar de arteiro, o Saci nunca é retratado como mau — suas peraltices são sempre inofensivas, o que faz dele um personagem querido e não temido pelas crianças, diferente de outras lendas mais assustadoras do folclore. Diz a lenda que, se alguém conseguir capturá-lo jogando uma peneira dentro do redemoinho onde ele se esconde, é possível prendê-lo numa garrafa e até pedir um desejo em troca da sua liberdade.
A lenda do Saci-Pererê surgiu entre os povos indígenas guaranis, no Sul do Brasil, provavelmente no final do século XVIII — o próprio nome "Saci" vem do tupi-guarani e significa algo como "aos saltos", uma referência direta ao seu jeito de pular numa perna só. Com o tempo, a lenda ganhou influências africanas: o gorro vermelho, por exemplo, é um elemento que aparece em diversas tradições populares como símbolo de poder mágico. Essa mistura de origens faz do Saci um símbolo bem brasileiro: mestiço, como o próprio povo do país.
Antes de ser conhecido em todo o território nacional, o Saci era principalmente uma lenda regional do Sul. Isso mudou em 1918, quando o escritor Monteiro Lobato publicou o livro "O Saci" e deu ao personagem um lugar de destaque no Sítio do Picapau Amarelo. Foi essa obra que transformou o Saci de figura regional em um dos maiores símbolos da literatura infantil brasileira — e é por isso que, até hoje, ele é um dos personagens de folclore mais lembrados pelas crianças.
Segundo os estudiosos do folclore, não! Existem três tipos de Saci: o Pererê (o mais conhecido e o mais brincalhão), o Trique (considerado mais perigoso) e o Saçurá (o mais bravo dos três). Dependendo da região do Brasil, as características do Saci também podem mudar um pouco — mais um exemplo de como o folclore se transforma conforme viaja pelo país.
O Dia do Saci é celebrado em 31 de outubro — criado justamente pra valorizar essa figura tão brasileira, no mesmo período em que outras datas de origem estrangeira ganharam força por aqui. É uma boa oportunidade pra trabalhar o personagem na escola ou em casa, lembrando às crianças que o Brasil tem suas próprias lendas pra celebrar.
O Saci é um dos personagens mais fáceis de trazer pro dia a dia com crianças pequenas, já que suas travessuras são leves e engraçadas, sem nada assustador. Algumas ideias simples pra tornar isso uma atividade completa:
As duas coisas. A lenda nasceu entre os povos indígenas guaranis do Sul do Brasil e, com o tempo, incorporou elementos da cultura africana, como o gorro vermelho. É esse encontro de culturas que dá ao Saci sua identidade única.
A lenda não explica uma origem única pra isso — faz parte da própria mitologia do personagem, e é justamente o que torna seu jeito de pular e sumir em redemoinhos tão característico.
Basta jogar uma peneira dentro do redemoinho onde ele está escondido. Depois, é só retirar seu gorro vermelho e guardá-lo dentro de uma garrafa — sem o gorro, o Saci perde seus poderes.
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Sobre a autora
Nádia Silva
Advogada de formação, Nádia também já esteve à frente de um berçário e escola infantil. Hoje une essas duas vivências para criar conteúdo educativo e produtos que apoiam pais na primeira infância dos filhos.