Se você está buscando uma forma lúdica de apresentar as lendas do folclore brasileiro para as crianças, chegou ao lugar certo! Preparamos uma poesia rimada sobre a Cuca, parte da nossa série de Poesias de Folclore para Imprimir com o Pepê — pronta para ler com a turma, com os filhos, ou usar como base para a rotina de sono.
A rima ajuda a criança a prever o que vem a seguir no texto, o que fortalece a fluência de leitura e a percepção sonora das palavras. Poemas curtos como esse prendem a atenção de crianças pequenas e ainda ficam fáceis de decorar!
A Cuca é uma figura tradicionalmente usada em cantigas de ninar, como forma de incentivar as crianças a dormir. Optamos por um tom mais suave no poema, já que o personagem pode assustar os menores se apresentado de forma muito intensa.
Esse poema funciona muito bem como parte da rotina de sono: pode ser lido em voz baixa, como uma cantiga, ajudando a criança a relaxar antes de dormir.
Jacaré velhinho, de bruxa a vestir,
A Cuca aparece para fazer dormir.
Mas calma, pequeno, não precisa temer,
É história de ninar, de adormecer.
Cantiga de embalo, na hora de deitar,
A Cuca dá sono para a gente sonhar.
Feche os olhinhos, respire devagar,
Amanhã tem sol novo esperando a brilhar.
A Cuca é uma das figuras mais antigas do imaginário popular brasileiro, com raízes em lendas portuguesas trazidas pelos colonizadores e depois misturadas a elementos locais, como a aparência de réptil (jacaré ou lagarto). Com o tempo, ela ficou famosa principalmente pela canção de ninar "Nana, nenê, que a Cuca vem pegar", cantada há gerações em várias regiões do Brasil.
Vale reforçar com a criança que, apesar do nome aparecer em cantigas que "ameaçam" levar quem não dorme, a intenção nunca foi assustar de verdade — era uma forma antiga e carinhosa de embalar o sono, parecida com o "vem o bicho-papão" usado em outras culturas. Hoje em dia, o mais indicado é usar versões suaves, como a nossa poesia, sem o tom de ameaça das cantigas mais antigas.
A Cuca também aparece em obras conhecidas da literatura infantil brasileira, como no Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato — o que é uma boa oportunidade para, mais adiante, apresentar essas histórias clássicas às crianças maiores.
Além de ler e se divertir com a rima, essa poesia pode virar uma atividade completa em casa ou na sala de aula. Algumas ideias simples:
Essas atividades funcionam bem tanto em casa quanto em sala de aula, e reforçam de um jeito leve e acolhedor o contato da criança com o folclore brasileiro, sempre com cuidado para não associar a Cuca a medo ou punição.
Poesia é só o começo! No nosso canal você encontra parlendas, adivinhas, ditados e curiosidades sobre o folclore brasileiro — ótimos para trabalhar rima, memória e vocabulário com a criançada:
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Sobre a autora
Nádia Silva
Advogada de formação, Nádia também já esteve à frente de um berçário e escola infantil. Hoje une essas duas vivências para criar conteúdo educativo e produtos que apoiam pais na primeira infância dos filhos.